Trabalhador que foi constrangido e humilhado no Fort Atacadista irá processar a empresa

Um inquérito policial será instaurado para apurar a possível prática de racismo por parte do segurança do estabelecimento.

Por Tcharlles Fernandes

O coletor de resíduos Jonatas Santos Reis, de 30 anos, vítima de calúnia por fiscais de prevenção do Fort Atacadista, voltou ao estabelecimento na tarde desta quinta-feira (3). Acompanhado de um advogado, o trabalhador foi até o estabelecimento, no bairro Pinheirinho, em Criciúma, em busca de ter acesso às imagens de câmeras de monitoramento que comprovam a sua inocência.

Nunca passei por uma situação de tanta humilhação. Desde pequeno, sempre trabalhei para ter minhas coisinhas. Eu acordo todos os dias de madrugada para buscar o sustento da minha família. Me abordaram porque eu estava sujo, com a roupa do serviço. Tenho orgulho de ser trabalhador, de fazer o que eu faço. Sei que Deus vai me honrar, que tudo isso que passei ontem retornará em coisas boas. Espero que a justiça seja feita, para que ninguém mais passe pela mesma situação, disse Jonatas.

O trabalhador estava acompanhado do advogado Jefferson Monteiro, que ressaltou que tomará todas as medidas cabiveis sobre o caso.

Jonatas é cliente do estabelecimento há um bom tempo e ontem foi comprar comida para o almoço depois de longa jornada de trabalho como coletor de lixo. Após efetivar a compra, passar pelo caixa, na porta de saída, sofreu uma abordagem inadequada e abusiva sob a acusação infundada de ter furtado ovos de páscoa. Ele foi injustamente exposto a uma situação vexatória por seguranças do Fort, que o privaram do seu direito de locomoção por um determinado momento. Um absurdo. O dano à honra desse rapaz trabalhador é irreparável, principalmente porque foi presenciado por todos que estavam no mercado.

Todas as medidas cabíveis já estão sendo tomadas, tanto na esfera cível, quanto criminal, inclusive para apurar a possível ocorrência do crime de racismo, além do delito de calúnia. Esperamos que o Fort Atacadista disponibilize as imagens, responsabilize os agentes causadores e tenha empatia e grandeza para reparar o prejuízo e abalo moral sofrido por Jonatas, acrescenta o advogado.

O Fort Atacadista, que até o momento não se manifestou sobre o episódio, se recusou a fornecer as imagens ao advogado da vítima. O caso será encaminhado ao poder judiciário.

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